quarta-feira, 27 de novembro de 2013
A vida e o vinho
Madrugada gelada, madrugada longa, madrugada vazia. Carlos levanta-se da cama, sem sono, sem fome, sem porque, e dirige-se a cozinha. Lentamente. Ele bebe vinho, reflete sobre si próprio e não encontra outra saída. Dois dias. Tempo para que o sangue termine de jorrar do corpo de Carlos até chegar ao chão. Moral da história: nunca beba vinho antes de tirar a casquinha da ferida do seu joelho. Ele aumenta absurdamente a produção sanguínea.