É MUITO fácil rir do português, da loira, do Maluf, ou de quaisquer outros alvos clássicos das piadas. Agora, de mim, da minha mãe, pisar no meu calo, falar do que eu gosto ou do que eu estudo? JAMAIS. TÁ ERRADO! NÃO PODE! CRIMINOSO! INESCRUPULOSO!
Ah, se eu ficasse brabo a cada piada de gordo que as pessoas contam...
A sociedade brasileira tem esse problema, de dizer o que se deve e o que não se deve ser dito, a que horário podemos ou não tocar em certos assuntos, ou como devemos nos portar diante dos padrões da sociedade. Lindo.
Mas é incrível ver que um país que busca a IGUALDADE, diferencie tanto as pessoas em níveis alarmantes, determinando até de quem devemos rir! Impressionante.
Aos colegas que gostam de contar piadas ou de falar besteirinhas por aí, fica a dica: façam piada de papagaio. Limitem vossa criatividade e vossa criação própria a piadas de salão ou a bordões do tempo da era glacial. Não façam piada fora disso. É perigoso.
Aos amigos que se sentem ofendidos a lerem/ouvirem alguma brincadeira, eu tenho apenas um apelo para fazer: não façam nenhum tipo de piada. Toda a piada tem um alvo. Um dia o alvo sou eu, um dia você. Se você não está preparado para ser alvo, você também não pode ser dardo.