É sabido que os cabeleireiros em geral não entendem certas expressões, por exemplo: “Corta pouco”. Não adianta gritar, implorar ou rezar para seu pedido ser atendido, ele jamais será. Parece uma lei geral dos barbeiros: atorar o as madeixas do cliente como se não houvesse amanhã. E o pior de tudo: você sempre volta lá com a esperança de que, da próxima vez que ele corte, ele resolva por uma vez atender a sua solicitação. Falsa utopia.
Mas é correto afirmarmos que sem os barbeiros (cabeleireiro é o caralho) ficaria difícil manter o visual elegante. É incrível: você chega na barbearia (por mais suja, feia e escrota que esta seja) parecendo o primo Itt e sai de lá a cara do Amin Khader, com míseros 8 reais (se fizer barba também, são 13). É praticamente inacreditável!
Por outro lado, as mulheres têm suas diferenças quando o assunto é cabelo. Parece até que o corte das moças é cobrado por milímetro. Na sua grande maioria, elas cortam menos de um cm em um cabelo muito comprido, em um salão lindo, e pagam R$9989884744,59 em barras de ouro que valem mais do que dinheiro, e saem exatamente IGUAIS! E o pior: elas pedem se reparamos. CLARO que não! Mas você dá uma resposta randômica. E é lógico que a mulher não irá acreditar, pois ela sabe que você não notou. Mas se ela sabe que você não notou, porque ela pergunta se você notou? Louco né?
Hoje, no Globo Repórter.