Do mais santo homem, a mais diabólica retranca, Luiz Felipe Scolari nascia ao final da década de 40, no interior da longínqua e altaneira cidade da pátria riograndense* de Passo Fundo. Sempre devoto de Nossa Senhora de Caravaggio, Felipinho ainda criança, já dava sinais de que passaria sua vida toda entre as trevas e as glória. Logo aos 4 anos, o garoto de ascendência italiana (gringo, como chamamos aqui na nossa terra), dava suas primeiras
O TÉCNICO – ANOS ÁUREOS
No ano de 1982, Luiz Felipe não quis mais jogar, alegando estar esbaforido de vencer, dado o fato de que seu time jamais sofria gols, e resolveu tornar-se treinador.
Como técnico, brilhou fora do país: Kwait, Arábia Saudita, Japão, e principalmente o Brazil, onde treinou até mesmo a seleção de nossos vizinhos canarinhos.
Dentro do Rio Grande do Sul, treinou os dois grandes clubes de Pelotas, onde não se adaptou, devido a forma com a qual os felizes rapazes da região demonstravam sua “virilidade”.
Mas Felipão foi campeão mesmo treinando o Grêmio. Com uma habilidade incrível de solicitar aos seus comandados que baixassem a madeira em seus adversários, foi campeão da Copa do Brazil, da Libertadores da América, do Campeonato Brazileiro e também de alguns campeonatos nacionais, sua especialidade, jogando o futebol que o Brazil não conhecia, calando comentaristas de nível bem mediano, como Noronha, Kenny Braga e Neto.
Voltando para fora do país, Felipão foi alvo de Bullying pelos canais de TV local quando treinou a seleção do Brazil, por ter deixado de fora o artilheiro anão Romário. O que os tabloides locais não imaginavam, é que Felipão era predestinado, e, acima de tudo, muito foda. De forma quase que inacreditável para os braziliensis, ele venceu uma copa do mundo convocando gênios da bola como Roque Júnior, Anderson Polga e Vampeta, provando mais uma vez que é um homem vitorioso. Passou também pela Europa, quando, em uma partida memorável, válida pelas oitavas da Copa de 2006, contagiou os jogadores portugueses e holandeses com sua forma de jogar, como mostra o vídeo abaixo:
DESAFETOS
Em algumas oportunidades, Felipão andou tendo um problema aí com duas ou três pessoas ligadas ao futebol. Uma de suas maiores contendas, aconteceu quando, de forma merecida brutal, agrediu com um soco o ex-jogador e ex-técnico Wanderley Luxemburgo em um Grêmio vs Flamerdamengo, no ano de 1995, alegrando que o treinador carioca tenha ido cantar de galo em Flores da Cunha, terra onde a ave cacarejante é idolatrada. Além de Luxa, Felipão, como mostra no vídeo abaixo, não deixa nem o Sérvios em paz. em 2007, mostrou mais uma vez ser foda rude, e teve um desentendimento com o mediano ‘jogador’ Dragutinovic. Veja no vídeo abaixo:
TEMPOS ATUAIS
Hoje, Luiz Felipe Scolari está mais experiente e comodista, tanto isso é verdade que treina uma vara (coletivo de porcos, pra quem não aprendeu coletivos na escola), que joga em um chiqueiro. Scolari admitiu nos últimos tempos estar passando por um problema respiratório, devido a poluição, sujeira e fumaça que inala na cosmopolita, suburbana e movimentada capital do Brazil, São Paulo. Em entrevista à rádio bobo Globo, Felipão disse estar cansado do povo paulistano, e fala em volta ao Rio Grande do Sul: “Não consigo mais viver no meio desse pessoal que fala você.”, disse o veterano e bigodudo treinador do SC Palmeiras.
** Isso não é nada, até porque não há dois asteriscos no texto.